Quinta-feira, Janeiro 05, 2006

O Ano Novo e o Governo Socialista

Para quem, durante a última Campanha Eleitoral para as Legislativas, fez do não aumento dos impostas o seu principal "estandarte", deixo aqui alguns números para reflexão. Análisemos a Função Pública, os "empregados do Estado"!
Os Funcionários Publicos levam 1,5% de aumento no salário, e depois como prenda para 2006 tem estes aumentozinhos... Agora digam lá se o Eng. Sócrates não é amigo...

- 2,3% NOS TRANSPORTES Os funcionários Públicos que passem andar a pé, é um bom exercicio

- 1,2% NA ELECTRICIDADE, Os funcionários Públicos que passem a ter candeeiros a petróleo, é mais barato,
e a Industria das solas está a precisar de uma ajudazinha...!

- 2,8% NAS PORTAGENS DA AUTO ESTRADA - Os trabalhadores do Estado Não tem nada que andar nas auto estradas, isso é para paises de 1º mundo!

- 5% NA PORTAGEM DA PONTE VASCO DA GAMA E 4,3 NA PONTE 25 ABRIL - Os Funcionários Públicos da outra banda que venham para Lisboa a nado, que lhes faz muito bem à saúde

- 15% NO IMPOSTO DO TABACO - É bem feita que passem a fumar as beatas que enconrarem no chão, é de borla!

- 10% SOBRE OS PRODUTOS PETROLIFEROS - Este aumento não faz mal nenhum aos funcionários Publicos, para quê é que eles querem gasolina para o carro se não tem dinheiro para pagar a prestaçãozinha?

- 2,1% NAS RENDAS DE CASA - Que vão viver para baixo da ponte que já não pagam renda!

- 4,37% SOBRE AS TRANSMISSÕES DE IMOVEIS - Também não faz mal nenhum terem este aumento, Os Funcionários Publicos também não tem uma 'barraquita' para deixarem aos filhos!

- 2,3% PARA O IMPOSTO AUTOMOVEL - Aqui os fincionários Públicos não precisam de ter automovel, Sócrates tem razão, eles que andem a pé!!!

- 10% DE AUMENTO DO PÃO - para que é que os funcionários Públicos precisam de comer pão, além disso andam muito gordos, e é bom este aumento pode ser que agora emagreçam!

E já agora é melhor arranjarem um imposto para o ar que os coitados dos Funcionários Públicos respiram !

Sábado, Dezembro 24, 2005

BOM NATAL

...pela primeira vez decidi abrir um topico no blog da ARCA, escusado será referir o quanto me orgulho de pertencer a esta peculiar residencia, assim ca estou eu para desejar um bom natal para todos os amigos da ARCA...

...UM EXELENTE NATAL PARA TODOS...!!!

...abraço REDSTAR

NOTA: ...queria deixar ainda uma pequena homenagem ao maior clube do MUNDO...
"QUEM VIER MORRE..."

Sexta-feira, Novembro 18, 2005

Em Portalegre cidade ...

Em Portalegre cidade ...

Em Portalegre cidade ...

Em Portalegre cidade ...

1º Seminário de Desporto de Portalegre

1º Seminário de Desporto de Portalegre
































Meus amigos, pela primeira vez em Portalegre, ir-se-á realizar um Seminário sobre Desporto.
Como é evidente o "nosso" Tio estará presente como prelector.
Espero que se possam inscrever a tempo. Qualquer coisa telefonem.

Um abraço a todos

Filipe Serrote

Terça-feira, Novembro 15, 2005

Mais um artigo. Desta vez o problemas Francês!

Caros amigos, cá está o meu artigo desta semana. Espero que possam dar o vosso contributo, comentando e analisando com a perspicácia que é vosso apanágio.
Um grande abraço a todos!


Conflito sociológico em França!


Toda a França e em particular Paris, estão a viver alguns momentos de grande tensão, levando o Governo a decretar estado de emergência e recolher obrigatório estando a população em geral sob extrema vigilância policial.
Qual ou quais as razões para todo este problema sociológico?
Poderei começar a enunciar algumas das possíveis razões para todo este tumulto ou a sua origem:

Trafico de droga;
Desagregação da população;
Revolta da segunda geração de imigrantes com problemas de integração social;
Abandono escolar;
Desemprego;
A postura do Ministro Francês Sarkozy ao chamar escumalha a todos estes jovens;
Etc.

Mas o que levará estas pessoas a exprimirem a sua revolta ao ponto de incendiarem milhares de automóveis, escolas, infantários, armazéns e fábricas, causando vários feridos e até alguns mortos?

Penso que um dos factores mais relevantes para a existência deste estrépito, é a existência duma segunda geração de imigrantes, já educada na Europa, mas que não terá a mesma motivação dos seus pais que trabalharam e continuam a trabalhar em condições difíceis, nos empregos mais complicados, conseguindo com o pouco dinheiro que ganham, enviar uma parte para a sua terra natal, sonhando com um futuro melhor para si e para os seus filhos.

Esta segunda geração foi educada a ouvir o silabário cultural da pós-modernidade, contra o chamado melting pot (mosaico cultural ou cadinho de culturas), que favorecia a afirmação da diferença. Todo este cocktail cultural se baseava na irresponsabilidade pessoal e na dependência social do Estado.

Estes jovens têm como traço comum usufruir de todos os benefícios imediatos e rejeitar os sacrifícios. Não se sentem cidadãos franceses, belgas ou alemães e apenas esperam que lhes dêem aquilo que lhes prometeram – facilidades sustentadas pelo Estado, assistentes sociais e Organizações Não-Governamentais que os integrem e os protejam.

Tudo isto acontece logo em França, que se define como tendo um exemplo de modelo social e de integração – a pátria da liberdade e da igualdade. Onde existem subsídios para a integração de africanos e magrebinos, para a alfabetização das minorias, para o acolhimento dos imigrantes, entre outros.

Este tipo de motins étnicos não são novidade. Já se verificaram nalgumas ilhas do pacífico, em Los Angeles, no Reino Unido, entre outros, tendo como traço comum a componente sócio-económica e de percepção de uma qualquer desigualdade.
A atitude destes jovens poderá levar à destruição da base da sua sociedade, devido a não terem qualquer sentimento de pertença. Tudo isto poderá levar a um fraco sentimento de solidariedade para com as sociedades europeias e ocidentalizadas por parte destas minorias.

A Europa e os seus líderes, terão que se convencer que a imigração é um fenómeno social existente, com características específicas e terão que criar condições para estes movimentos migratórios se instalarem de forma integrada na sociedade.
Todos nós devemos integrar estes imigrantes com a maior celeridade possível, fazendo com que se tornem rapidamente cidadãos do nosso país. Caso isso não aconteça, poderemos estar a receber os nossos próprios adversários.


Um grande abraço a todos

Filipe Mouzinho Serrote

Resposta ao Amigo Filipe Cruz

Caro amigo Cruz:

É com agrado que te vejo (finalmente) dar uma contribuição para este blog. Espero que possas continuar a dar a tua opinião sobre TODOS os temas que vão falando.
Quero fazer algumas ressalvas relativamente à tua apreciação sobre o meu artigo.

1º Não é por não ir à lua que não se poderá falar dela. Meu caro amigo, se tens dúvidas sobre o desenvolvimento de países como a Suécia, Dinamarca, Noruega, etc. aconselho-te a pesquisares os respectivos índices e compará-los com o nosso (Anuário do Expresso, ou do DN). Realmente ainda não visitei os países referidos, mas já estive na Áustria, por exemplo, e pude comparar a forma de estar desse povo, a sua cultura, os seus modos, a limpeza das ruas, etc.

2º Discordo dessa tua perspectiva de que já existe uma disciplina com este objectivo. É verdade, e eu sabia da existência da disciplina de Formação Cívica, que os conteúdos são semelhantes, mas também é verdade que não vão muito longe quanto ao seu efeito até porque os professores não têm uma formação específica na disciplina.
O que eu defendo é uma disciplina curricular, que conte tanto como qualquer outra, mas que seja dinâmica, isto é, que permita aos alunos assimilar todos os conhecimentos (através de testes porque não!).
Então agora já não se podem fazer testes a valores que se poderão adquirir nas aulas? Não sei porquê.
Pelos menos tinham que estudar estas matérias com alguma obrigatoriedade e sempre assimilavam alguma coisa.
Mas como digo no final do artigo, não sou um especialista em educação, sou apenas um atento observador da sociedade. Para bom entendedor...

Um abraço caro Amigo, Aquele abraço!

Filipe Serrote

Sexta-feira, Novembro 11, 2005

Resposta ao Almeida e mais outro artigo!

Caro amigo (não de sempre, mas para sempre) Pedro Almeida:

Em primeiro lugar é bom saber que continuas interessado nos artigos que escrevo. Quero dizer-te que muito me honra saber que os lês com toda a atenção ao ponto de veres algumas gralhas. Tens razão quando me corriges e dizes que o que eu quereria dizer era que o Presidente da República deverá ser o garante da democracia. Quanto à questão de achares que deveria ser o povo a garantir a democracia, estavamos mal amigo Almeida. Quanto muito, o povo vota nas eleições em quem acha que, naquele momento está mais preparado para governar, agora dizeres que é o povo a garantir a democracia... Eu percebo essa tua perspectiva revolucionária ao jeito de Mário Soares, mas quem efectivamente garante a democracia são as instituições, nomeadamente o Presidente da República, a Assembleia da República e o Governo.
Quanto à questão do princípio da igualdade e direito ao contraditório, quero dizer-te que o nome do programa é elucidativo: "Desabafos - Espaço livre da responsabilidade dos intervenientes" e que estão todas as forças políticas de relevância em Portalegre representadas. Espero que tenhas ficado mais descansado!
Relativamente à questão de não estarmos no pelotão da frente em 1995, deixa-me relembrar-te o seguinte:
De 1985 a 1995 passámos um dos melhores períodos em termos de desenvolvimento sustentado de que há memória. Isto é defendido pelos principais economistas do País. É evidente que muitos erros se cometeram, nomeadamente em termos de fiscalização sobre o impacto que os fundos Europeus tiveram na nossa economia. Tens razão quando apontas essa falha. Mas que Governo é que não tem falhas? E este Governo?
Quanto às capacidades e competências de que discordas deixa-me discordar do que disseste:
A capacidade de centrar nele a atenção é uma das caracteísticas importantes de um líder (e se o Presidente da República não é um líder não sei quem poderá ser!!!). Quando fala, deve centrar a atenção de todos.
Quanto às restantes Tanto Cavaco, Como Soares, Alegre, Louçã e Jerónimo têm umas e não têm outras. A questão é saber quem é que terá mais características, mais perfil e mais capacidade para exercer, neste momento, o cargo de Presidente da República. Para mim, sem dúvida absolutamente nenhuma, António Anibal Cavaco Silva!


Nota: Parece-me bem essa tua coerência no apoio a Manuel Alegre. Espero é que não mudes de intenção de voto apenas por questões de estratégia. Devemos, na minha opinião, em toda a nossa vida ter uma coerência de valores. Eu, se queres que te diga, não sou apoiante de Marques Mendes. Espero que isto te diga algo.


Um grande abraço Amigo Almeida!


Aqui vai o artigo desta semana que se ouviu na terça-feira:


Educação Cívica nas Escolas – Uma exigência!


Um dos indicadores de desenvolvimento de qualquer país é, sem dúvida, a educação do seu povo.
Países como a Suécia, a Dinamarca, a Holanda ou a Noruega, entre outros, com uma qualidade de vida acima da média, têm índices de desenvolvimento bastante elevados. Porquê? Não vemos lixo nas ruas, ninguém atira nada da janela dos seus carros (a não ser algum Português, Espanhol ou Italiano), não se vêm muitos casos de delinquência e principalmente não se vê o desrespeito pelas instituições como no nosso país.
Por conseguinte, qualquer Governo que pretenda um desenvolvimento sustentado e equilibrado, terá que investir na educação da sua população.
Talvez fosse tempo de falarmos em Educação Cívica, ou de falta dela. Parece-me que a educação sexual, por si só, é insuficiente para resolver os problemas existentes. É necessário formar cidadãos e integrá-los.
Neste sentido, proponho um debate sobre a inserção de uma disciplina curricular denominada Educação Cívica, em que teria como conteúdos alguns temas que julgo importantes, tais como:
Formação Cívica – Com todas as normas de boa educação; Respeito por nós e pelos outros; Lealdade; Desenvolvimento pessoal e em grupo; Família; Espírito de ajuda; Influência da sociedade; Prevenção ambiental, entre outros;
Educação Sexual a partir do 2º Ciclo – Com conteúdos como o nosso corpo; A procriação; Os riscos; A Família; Os métodos contraceptivos; A lei actual sobre o aborto e a perspectiva sobre a vida do feto e a referência paterna e materna;
Outro dos temas seria a Educação Rodoviária – O Código da Estrada; O bom-senso nas estradas; Regras de segurança, entre outros;
Poder-se-ia falar ainda de temas coma a Política, a Cidadania, a Consciência Cívica, Portugal e a União Europeia, Consciência Global, Racismo, Televisão, Publicidade, Consumo e consumismo, Desigualdades, Solidariedade, Pobreza e exclusão social, criminalidade, delinquência juvenil, toxicodependência, sida, álcool, tabaco e conservação da natureza entre outros possíveis;

Falar de cidadania, de educação cívica ou de consciência social é falar de participação regular, consciente e crítica da vida em comunidade.
Não nos podemos resignar a dar opiniões e criticar tudo o que está mal. É necessário partilhar todo o mal-estar para melhorar o quotidiano da sociedade.
Portugal está em crise. Crise económica, financeira mas principalmente de valores. Tem uma débil cidadania e uma fraca democracia. Nos tempos que correm, não basta ser indivíduo, tem que se ser cidadão! E ser cidadão é, agir de forma a podermos contribuir para o melhoramento da nossa sociedade.
Não basta ganhar eleições, é necessário ganhar gerações!
É fundamental que os jovens de hoje compreendam que, deixando enfraquecer os valores de cidadania, estão a comprometer o próprio futuro.
Como disse John F. Kennedy: “Não devemos perguntar o que o nosso país pode fazer por nós, mas sim, o que é que nós podemos fazer pelo nosso país!”
Se formularmos a pergunta nestes termos já estaremos a iniciar uma postura de cidadania.
Não falo como especialista de educação, mas sim, como atento observador da sociedade.


Um abraço a todos deste vosso amigo


Filipe Mouzinho Serrote

Quarta-feira, Novembro 02, 2005

Mais um artigo!

Meus amigos, em primeiro lugar quero dizer-vos que fiquei bastante satisfeito com o debate que se manteve no último artigo. É de louvar as opiniões de todos e como tal, irei continuar a colocar aqui no blog os meus artigos para a Radio Portalegre.

Neste novo artigo, alinhavei as caracteristicas, as competências e as responsabilidades que, para mim, são fundamentais um Presidente da República possuir. Espero que dêem novamente o excelente contributo com as vossas opiniões (concordantes ou divergentes).
Espero que acrescentem algo a este artigo.


Então aqui vai:

Perfil de um candidato presidencial!

Um candidato à presidência da república deverá, na minha opinião, ser em primeira instância, o garante da democracia.
Deverá ser um interlocutor privilegiado da sociedade civil, poderá e deverá, em concertação com o Governo e a Assembleia da República, retratar a situação do país perante a população, contribuindo desta forma para a consciencialização por parte dos portugueses da urgência em reformar a administração pública, bem como a implementação de todas as medidas necessárias que urgem tomar.
Um presidente da república, nesta fase difícil em que Portugal está envolvido desde os Governos de António Guterres, não deverá alhear-se de todo o processo da construção de Portugal.
Nesta fase em que Portugal se encontra, será necessário o Governo governar bem (leia-se implementar as reformas necessárias para um desenvolvimento sustentável), a Assembleia da República legislar de forma coerente com as necessidades do País e os partidos da oposição elaborarem estratégias alternativas para as políticas executadas.
Mas Portugal não pode perder mais tempo. Não podemos voltar a perder a oportunidade de estar entre os melhores da Europa a nível de desenvolvimento como aconteceu a partir de 1995.
Ora, neste cenário, não defendo como refere Manuel Monteiro no Expresso do último sábado um regime presidencialista. É verdade que o presidente da república tem poucos poderes executivos (é assim no regime semi-presidencialista) em que apenas poderá vetar algumas leis, exercer a magistratura de influência que tem sido tão referida por todos os candidatos e dissolver a Assembleia da República quando necessário. Mas daí a admitirmos a inoperância do regime actual e o substituirmos pelo Presidencialismo ao estilo Francês, Alemão ou Americano, ainda vai uma grande diferença.
Volto a frisar que para mantermos o regime semi-presidencialista será necessário termos bons primeiros-ministros, bons ministros e boas políticas que conduzam Portugal ao desenvolvimento tão esperado.

Neste seguimento, defendo que o Presidente da República tenha o seguinte perfil:

Competência técnica e política, contribuindo para mobilizar a esperança de melhores dias entre os portugueses;
Relativamente às Capacidades políticas deverá ter em primeiro lugar capacidade de liderança, isto é, ter:
Capacidade de comunicação conseguindo transmitir a informação importante, tanto para o Governo como para o país e conseguir criar uma dinâmica para, em conjunto, levarem Portugal para os índices de desenvolvimento desejáveis.
Capacidade de centrar nele a atenção marcando posições fortes e identificando os problemas reais da população;
Capacidade de alterar funcionamentos no País assumindo a liderança, sendo capaz de fazer com que os processos funcionem, com que os Portugueses estejam unidas num em prol de um objectivo e que as pessoas de uma forma geral o percebam;

Depois, tem que ter uma percepção de todo o processo que o rodeia, de forma a perceber e captar os anseios da população e rodear-se de um grupo competente e com uma visão holística do mundo, em que o todo não poderá ser uma mera soma das partes.

Como capacidades técnicas deverá ter:
Capacidade para coordenar a agenda política com o objectivo de chamar a atenção sobre os reais problemas do país;
Visão a longo prazo;
Ser um especialista reconhecido na sua área de formação;
Inteligência emocional de modo a contribuir para ultrapassar de forma eficiente todos os problemas, interagindo com o Governo e com a Assembleia da República;

Deverá também ter:
Constância nas convicções e persistência na acção política, norteando estrategicamente o país para um devir melhor;
Capacidade de decisão;
Lealdade na interacção com a sociedade civil e com os órgãos de soberana;
Honestidade na assunção das suas competências e responsabilidades, e no respeito pelas competências das outras instituições do sistema de governo;
Experiência operacional na concertação estratégico-institucional das instituições de governabilidade do País;
Personalidade capaz de estimular a imaginação democrática dos portugueses e de nos fazer aceitar sacrifícios estratégicos, no sentido do caminho dos nossos parceiros da União Europeia;
Sobrepor a todos os interesses, a estratégia dos interesses do país;
Capacidade para contribuir para vencer as actuais dificuldades económicas e financeiras do País;
Capacidade para afastar desânimos e pessimismos quanto ao futuro do País e reavivar a esperança dos Portugueses;
Defender a estabilidade política e a governabilidade para que qualquer governo tome as decisões importantes para Portugal;
Promover o equilíbrio de poderes previsto na constituição, reforçando a qualidade da democracia;
Cooperar estrategicamente com o Governo, com a Assembleia da República e com todas as forças partidárias de forma a contribuir para a aproximação aos níveis de desenvolvimento da União Europeia, para o aumento da qualificação dos recursos humanos, para a melhoria da organização do território e da qualidade ambiental e desenvolvimento cultural;
Ser totalmente independente e imparcial relativamente às diferentes forças partidárias;
Ter conhecimento dos assuntos do Estado e do funcionamento do sistema político, garantindo desta forma, a actuação com moderação e equilíbrio, tendo em vista os interesses nacionais;
Cavaco Silva tem uma experiência rica da relação Governo-PR, sabendo por experiência própria, quão importante é a concertação estratégico-institucional dessas instituições para a governabilidade eficiente do país. É, no actual contexto, a personalidade melhor colocada e com mais capacidade para estimular a nossa imaginação democrática e também, para nos fazer aceitar melhor os sacrifícios que teremos que fazer, para este grande propósito que é transformar Portugal num país competitivo, modernizado, desenvolvido e com os níveis económicos análogos com os nossos parceiros da União Europeia.


Um grande abraço a todos deste vosso amigo

Filipe Mouzinho Serrote

Terça-feira, Outubro 25, 2005

Novo Artigo de Filipe Serrote na Rádio Portalegre

Caros amigos, como prometido aqui está o meu novo artigo que está a passar hoje na Rádio Portalegre. Espero que o leiam e que o possam comentar. Um abraço a todos do vosso amigo Serrote. Espero que estejam todos bem.

Então aqui vai:

Um candidato apartidário!

Na passada quinta-feira António Aníbal Cavaco Silva apresentou-se como candidato à Presidência da República. Foi, até agora, a melhor apresentação a um cargo presidencial feita pelos candidatos existentes.
Um acto demonstrativo da vontade individual, independente dos partidos políticos. Cavaco (apesar de se assumir como social democrata), demonstrou que, nestas eleições, não são os partidos os protagonistas, mas sim os candidatos.
Apesar de 10 anos de algum silêncio (por vezes também é importante), Cavaco Silva nunca deixou de expressar a sua opinião nalguns artigos de jornais que tiveram sempre a maior cobertura mediática da maioria da comunicação social, bem como grande influência sobre a classe política, como são exemplos os seguintes artigos:
“O Monstro” em Fevereiro de 2000 no Diário de Notícias, em que alerta sobre a despesa pública do Estado;
“Missão Patriótica” em Maio do mesmo ano também no Diário de Notícias em que solicita aos jornalistas e aos empresários que se empenhem nessa missão e pressionem o Governo a governar;
Em Junho de 2001 escreve mais uma vez no Diário de Notícias o artigo intitulado “A Mentira”, desta vez para denunciar a má condução do Governo no que respeita à elaboração dos orçamentos e ao facto de dizerem que existe necessidade de um orçamento rectificativo devido ao abrandamento económico, em vez de assumir os «erros graves deliberadamente cometidos nos últimos anos».
Em Fevereiro de 2002, em pré-campanha para as legislativas antecipadas, na sequência da demissão de António Guterres, o Professor (como gosta de ser chamado) publica mais um artigo de opinião denominado “O Alerta”. Este alerta tinha como intenção avisar a população que era necessário mudar de rumo;
Mais recentemente e tendo em consideração o estado da situação política, Social e económica do nosso país, escreve em Novembro de 2004 o artigo “Os políticos e a lei de Gresham” sobre a degradação crescente da qualidade dos agentes políticos, numa alusão à necessidade da substituição dos maus pelos bons políticos;

Mas a apresentação de Cavaco Silva foi precisamente o oposto das candidaturas anteriores, em que a perspectiva partidário esteve sempre presente.
Ora vejamos:
Começando pela apresentação da candidatura de Mário Soares, que mesmo antes de se candidatar, necessitou do apoio prévio do Partido Socialista.
Nessa apresentação estavam presentes, para além de alguns amigos de longa data (excepto Manuel Alegrete…), o Exmo. Sr. Primeiro-ministro, bem como os altos responsáveis pelo PS.
Mário Soares, invocou nessa altura que era necessário evitar que a caminhada de Cavaco para Belém se transformasse num passeio triunfal.
Manuel Alegre, na sua apresentação como candidato presidencial, disse que queria evitar que Cavaco fosse eleito à primeira volta;

Ora, tanto Soares como Alegre se candidataram pela negativa, candidataram-se para impedir a vitória de Cavaco Silva.
Poderá parecer estranho que tanto Mário Soares como Manuel Alegre se tenham candidatado com este objectivo, mas a verdade é que ambos tiveram uma vida política muito mais marcante na oposição do que no poder.
Ambos estavam na oposição à ditadura antes do 25 de Abril.
Ambos lutaram contra o gonçalvismo depois do 25 de Abril.
Mesmo quando Mário Soares ocupava o lugar de Presidente da República, a sua principal preocupação (principalmente no 2º Mandato) era fazer oposição ao Governo liderado por Cavaco Silva, reclamando o «direito à indignação» e opondo-se à «ditadura da maioria» citando Mário Soares.
Neste contexto, não se estranha que Mário Soares e Manuel Alegre se tenham apresentado a combater algo ou alguém em vez de se apresentarem por algo ou pelos portugueses.
Mário Soares, depois de ter lutado durante 10 anos contra Cavaco Silva, não gostaria agora de o ver ocupar o lugar que já foi seu e acabar a carreira política com um currículo melhor que o seu.
Manuel Alegre é um caso especial. Como político, como poeta, como amigo, sempre foi igual a si próprio e não perdoa uma traição. Candidata-se evidentemente contra Cavaco mas principalmente contra Soares.
Jerónimo de Sousa e Francisco Louça apresentam-se como candidatos dos seus partidos, da esquerda e irão lutar um contra o outro para ver quem tem mais votos.
Neste cenário trágico para a esquerda portuguesa, Cavaco surge como o único candidato que não se apresenta contra ninguém. Apresenta-se por si, pela sua convicção de que pode contribuir para ultrapassar todos os problemas, nesta fase difícil em que o país está confrontado com a necessidade de uma mudança muito profunda para se adaptar a outros tempos, colaborando com o Governo, numa relação institucional com elevação, mas também com a obrigação de fazer o melhor por Portugal.
Tem também a vantagem de ser o candidato com melhor posição na sua área política, de não estar envolvido em polémicas e principalmente de não estar minimamente preocupado com os outros candidatos, mas sim com os problemas de Portugal.
Relativamente à sua primeira declaração, não existem mais dúvidas:
A questão do presidencialismo terminou. Cavaco, se for eleito presidente da república, irá respeitar os poderes constitucionais estabelecidos;
A coabitação com o PS não será uma ameaça, até porque tem uma experiência como Primeiro-ministro e sabe a importância da estabilidade política, da qual é um dos maiores defensores;
No que diz respeito ao refendo sobre a interrupção voluntária da gravidez, Cavaco defende até que o Presidente da República deve dar sempre seguimento aos pedidos de referendo que vierem da Assembleia da República;
A dúvida que alguns têm sobre uma possível dissolução do parlamento está, neste momento, completamente fora de questão e só será referida por má fé;

Os seus adversários políticos têm desta forma, muito poucos argumentos para o criticar. As suas críticas começarão a incidir então sobre o seu percurso como Primeiro-ministro.
Ora, Numa época em que os governos não duram mais de 6 anos, o que se poderá invocar contra o Primeiro-ministro que mais estabilidade deu a Portugal desde o 25 de Abril?
Ao contrário do que possam pensar os seus adversários, todo o passado de Cavaco Silva como Primeiro-ministro não é uma desvantagem, mas sim um trunfo nestas eleições.

Artigo de Filipe Mouzinho Serrote lido na Rádio Portalegre e ouvido terça-feira dia 25 de Outubro de 2005